Rancho da Pamonha inova num mercado que desconhece tempo ruim, com produtos a R$ 1
Há oito anos, Lindalva da Conceição se viu desempregada e ao invés de cruzar os braços e esperar bons tempos, pôs a mão na massa. Fez pamonha, canjica e mungunzá, botou tudo na mala de uma Belina e montou o próprio negócio.
"Nunca soube trabalhar para ninguém", conta a empresária, dona do Rancho da Pamonha, empresa que faz e vende pelas ruas de Caruaru, Altinho e Cachoeirinha quitutes regionais ao preço único de R$ 1. Dentro ou fora do período junino, o pequeno comércio é um sucesso.
Todas as tardes, as quatro Kombis que a empreendedora substituiu pelo carro velho saem anunciando as delícias, ainda quentinhas, em alto falante. "Encontrei uma forma de chamar atenção de todo mundo e assim, de tarde em tarde, a gente conseguiu fidelizar a clientela. As pessoas saem correndo de casa para comprar de tudo", diz Lindalva, que tem 41 anos, lembrando que inventou um serviço que não existia no interior do Estado. "Aprendi em São Paulo a vender pamonha usando o alto-falante. Agora que todo mundo viu meu sucesso, estou cheia de concorrência", gaba-se.
Para quem começou a empreitada apenas com a ajuda dos filhos, na cozinha de casa, Lindalva conta hoje com quase 20 funcionários e produz mensalmente uma média de 38,4 mil pamonhas, dois mil quilos de canjica, três mil litros de mungunzá e vende mais de duas mil espigas de milho cozido. Sem contar com encomendas feitas por empresas, bufês e padarias.
Para atender aos pedidos, são usadas por mês 84 mil espigas de milho, cada uma descascada e ralada com todo cuidado necessário à receita. A lista de ingredientes contém ainda 144 quilos de margarina, 135 quilos de sal, 360 litros de leite de coco, dois mil quilos de açúcar e 120 litros de leite de vaca, aproximadamente.
Um dos motivos que fizeram o negócio tomar impulso é a praticidade que todos buscam no dia a dia, até mesmo no interior, onde a tradição de cozinhar guloseimas típicas é mais forte. "Essas comidas juninas dão muito trabalho e pouca gente tem tempo de parar suas obrigações e preparar o que gosta. Assim, se todos os dias alguém vende quitutes na porta da casa do cliente a um preço tão baixo, é vantagem para ele, pela comodidade."
Três funcionários que foram contratados neste mês de junho para reforçar a produção do Rancho da Pamonha deverão ser efetivados. "O Rancho está crescendo e fôlego para trabalho aqui não falta", empolga-se Lindalva.
» Serviço: Mais informações pelo telefone (81) 3719-7236.
Leitor, prepare-se para uma viagem de exploração e autoconhecimento que pode levá-lo a protagonizar uma grande mudança em sua história daqui pra frent...