Joinville vem se transformando, nos últimos anos, numa cidade com vida noturna que já torna interessante sair de casa. Ainda que prevaleçam bares e choperias, o que é muito bom, têm surgido casas com propostas de novas cozinhas: japonesa, tailandesa, italiana e, principalmente, as tais fusion, que tentam misturar Ocidente com Oriente.
Com o crescimento explosivo dos últimos sete anos, as casas nem tiveram condições de preparar adequadamente a mão de obra. Com isso, vemos ainda hoje garçons que se aproximam de mesas e, sem anotar nada, tentam guardar na cabeça que um quer o filé à moda, mas sem a batatinha e malpassado; o outro, a salada da casa, mas sem tomate, e uma omelete cearense, sem queijo e ervilha. A possibilidade de virem pratos errados é enorme. Se anotando já é comum haver confusão, imagine só na memória!
Esta questão de formação de mão de obra é uma das principais dores de cabeça dos donos de restaurantes, e que influem decisivamente, junto com a qualidade da cozinha, na decisão do cliente de voltar ou não a determinado estabelecimento. Muitos trabalhadores que vão para a área de serviços, na nossa região, vêm das indústrias, em razão de cortes de pessoal. Migram da indústria para os serviços movidos pela necessidade de sobrevivência. Grande parte vê isso como transição para voltar ao mercado assim que as empresas recomecem a contratar. Ainda existe o entendimento de que trabalhar em indústrias significa ganhar mais, contando os benefícios, plano de saúde, etc., que a área de serviços nem sempre tem condições de oferecer. A suposta segurança proporcionada por uma indústria é uma ilusão, basta ver o enxuga e aumenta dos quadros de funcionários das principais empresas, conforme as crises que vira e mexe acometem o País.
Sei que as entidades de classe e os empreendedores estão conscientes do muito que ainda há para fazer, com o objetivo de dar aos serviços de cozinha e de salão o padrão de excelência que o cada vez mais exigente público consumidor espera.
Garçom, mais um chope. E não esqueça: com bastante colarinho!
*Os textos aqui apresentados são extraídos das fontes citadas em cada matéria, cabendo às fontes apresentadas o crédito pelas mesmas.
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