Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 05/04/2010
Autor: Programa PEGN

Produção de fitoterápicos está em alta

O mercado de bem-estar: a busca por maior qualidade de vida favorece os pequenos empresários que se dedicam ao setor. Um deles é o da produção de fitoterápicos e produtos naturais.

Adoçante, gel redutor de gordura: esses produtos são fabricados em uma pequena indústria de fitoterápicos. Tudo é à base de plantas.

O negócio começou há 25 anos quando a empresária Tânia Regina investiu o dinheiro que tinha em uma farmácia homeopática.

"Um ano depois, a farmácia fabricava um adoçante natural. A partir daí, o negócio deslanchou. A ideia foi de um representante de uma empresa de chás, que nos sugeriu fazer um adoçante à base de stevia, que estava começando a moda. Quando nós fizemos este adoçante, as vendas foram superiores às que uma farmácia de manipulação comportava. Então, tivemos que partir para um laboratório, nos estruturar melhor", conta Tânia.

Hoje, o laboratório tem 87 funcionários e vende 250 mil frascos de vários produtos por mês. O lucro é de 10% a 15% em cada item. No total, o laboratório tem 110 produtos no mercado.

A produção é rápida: os componentes em pó caem em um misturador e são despejados em bandejas que enchem duas mil cápsulas por hora. Depois, as cápsulas são contadas por uma máquina em grupos de 25. E caem direto nos frascos.

Antes de sair da fábrica, os remédios passam por testes de qualidade. Um aparelho, o desintegrador, simula os movimentos do estômago e confere o tempo de digestão das cápsulas. E numa câmara, por aumento de umidade e temperatura, o produto é envelhecido. Assim é definido o prazo de validade.

Os testes de contaminação são feitos na matéria-prima e nos produtos finais. Se crescer algum micro-organismo, como aconteceu neste caso aqui, a matéria-prima é devolvida. Se o produto estiver pronto, todo o lote é descartado.

O investimento em qualidade deu resultado: desde 2006 o faturamento da empresa cresce 10% ao ano e acompanha a expansão do setor de fitoterápicos.

"Esse mercado representa em termos de valores 3% do mercado do produto sintético. A nível mundial, algo em torno de US$ 25 bilhões. No Brasil, estima-se uma comercialização e uma venda de cerca de R$ 600 milhões. O mercado de produtos sintéticos tem crescido em média de 3% a 5%. Ou seja: menos da metade do produto fitoterápico", afirma o farmacêutico Luis Carlos Marques.

Três fatores contribuem para o crescimento deste mercado. Em 2006, os nutricionistas foram autorizados a prescrever os fitoterápicos. Depois, no ano passado, o governo autorizou a compra de oito medicamentos naturais pelo SUS. Por fim, a busca pelo bem-estar. Os consumidores preferem prevenir e combater pequenos males com os fitoterápicos para fugir dos efeitos colaterais dos remédios sintéticos.

"Eu comprei o chá verde porque ele faz emagrecer, faz bem para a pele e eu me sinto bem com o chá", diz Heila Costa, cliente da farmácia.

O laboratório de fitoterápicos tem mais de sete mil pontos de venda no país. Em cada um deles, é possível encontrar produtos de centenas de outros fornecedores. Os comerciantes comemoram o crescimento.

"O meu negócio vem crescendo cerca de 20% ao ano. As pessoas estão buscando uma melhor qualidade de vida", declara a dona de farmácia, Carolina Mattos Monteiro.

"Nós temos uma cadeia produtiva muito falha. Temos poucos agricultores nessa área, poucos distribuidores, poucas empresas que preparam o extrato, enfim, montar essa cadeia é a grande dificuldade no Brasil hoje. Sem dúvida, há oportunidades a espera de empreendedores", explica o farmacêutico Luis Carlos Marques.

*Os textos aqui apresentados são extraídos das fontes citadas em cada matéria, cabendo às fontes apresentadas o crédito pelas mesmas.

Fonte: Programa PEGN


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