Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 10/03/2008
Autor: Julia Zillig, Wagner Roque e Adriana Fonseca

14 Setores que prometem crescer muito

Abrir uma empresa requer um detalhado estudo de mercado. Para facilitar a sua vida, garimpamos muita informação que vai ajudá-lo a traçar estratégias. Você conhecerá os setores que são um terreno fértil para o seu dinheiro. Os ventos são bons para empreender: a economia brasileira continuará em expansão, a renda da população pobre crescerá mais do que a dos ricos e pela primeira vez na história do mundo, haverá mais gente morando nos centros urbanos do que no campo. Feliz ano-novo! Já estamos em 2008 e nada melhor que um mês como janeiro e fevereiro para tirar os planos de fundo da gaveta e colocá-los em prática. Que tal começar a concretizar aquele sonho de abrir o próprio negócio? E se você já tem um negócio, que tal garimpar idéias para ampliá-lo? Se o que você quer neste ano é tornar-se um empresário ou aprimorar um negócio já existente, está lendo a reportagem certa.

Os 14 setores aqui selecionados crescem mais do que a economia brasileira como um todo e são uma boa pedida. Um exemplo? Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) nacional cresceu cerca de 5% em 2007, segundo estimativas do ministro da Fazenda Guido Mantega, o setor de beleza fechou o ano com um salto de 13% na receita. Nada mal, não? Ao que tudo indica, o crescimento do país é sustentado, o que favorece muito a abertura de novos negócios. De acordo com Mantega, o bom resultado do PIB no terceiro trimestre de 2007, com um crescimento de 5,7% sobre o mesmo período do ano anterior, indica uma manutenção do bom desempenho nos próximos anos. "É possível esperar um crescimento de 5% ou mais nos próximos anos", disse o ministro. "O crescimento do PIB reflete o bom momento da economia brasileira, revelando o grande potencial produtivo de nossas empresas."

A economia está aquecida e os pequenos negócios são os grandes beneficiados nessa história. Os especialistas dizem que quando a demanda cresce, as grandes companhias não conseguem contratar e formar mão-de-obra em tempo hábil para atender aos novos pedidos. O resultado é a terceirização dos serviços e é aí que entram os negócios menores. "Existe a tendência de as pequenas empresas crescerem ã sombra das grandes", diz Marcos Hashimoto, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Ibmec São Paulo. "A vantagem dos pequenos negócios é que eles têm mais flexibilidade para se adaptar rapidamente às novas tendências."

O futuro

Alem dos indícios positivos da economia para 2008, existem outros dados, imperceptíveis para muitos, que apontam tendências de negócios não só para este ano, mas para os próximos também. O ex-ministro da agricultura Roberto Rodrigues, atual coordenador do Centro de Agroneg6cio da Fundação Getulio Vargas, aponta mudanças sociais que já estão em andamento e que geram boas oportunidades. Com base no estudo Situação da População Mundial 2007; da ONU, Rodrigues diz que o numero de habitantes do planeta deve chegar a 8.3 bilhões em 2030, o que significa quase 2 bilhões de pessoas a mais na Terra em menos de 30 anos. De todos os novos habitantes, 85% estarão na África e na Ásia, considerados continentes pobres. Só que a renda da população mais pobre vai crescer mais do que a dos ricos nos pr6ximos dez anos - 4,8% contra 2,6% -, ainda segundo Rodrigues. "Quando os mais pobres começam a ter mais dinheiro, compram produtos de primeira necessidade, como alimentos e roupas", diz o ex-ministro. Segundo ele, nos dois continentes citados está um mercado em potencial para os brasileiros que exportam ou pretendem fazê-lo.

As vendas de produtos brasileiros para lá já tem crescido nos últimos anos e, segundo a analise de Rodrigues, devem continuar aumentando. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações para a Ásia, excluindo o Oriente Médio, cresceram 22,06% em 2007 (ate outubro). Para a África, também descontando o Oriente Médio, subiram 16,98% no mesmo período. Outro dado importante do levantamento da ONU mostra que, no ano 2000,61% das pessoas viviam no campo. Em 2030 essa situação vai se inverter. Estarão morando nas cidades 62% da população mundial. Já em 2008, pela primeira vez na história, haverá mais gente morando nos centros urbanos do que no campo. Quando vivem na cidade, as mulheres acabam integrando a força de trabalho, o que impulsiona todo tipo de prestação de serviço que agilize a vida, incluindo as entregas em domicílio e as vendas pela internet.

"Se as mulheres trabalham, há maior necessidade por ali­mentos preparados e semiprontos e a demanda por alimentação fora do lar aumenta", afirma Rodrigues. "Há um espaço monumental para as pequenas empresas nesse mercado, pois é preciso agregar valor aos produtos rurais." O ramo é promissor e já caminha bem. O brasileiro gastou, em 2007, R$ 79 bilhões em alimentação fora do lar, segundo a ECD, consultoria especializada em food service, 15% a mais do que no ano anterior. Ainda dentro do setor alimentício, a demanda por comida orgânica deve continuar crescendo, de acordo com Rodrigues. Isso porque nos países desenvolvidos, e em menor grau nos em desenvolvimento, já existe uma procura muito grande por alimentos com apelo ã saúde e ao meio ambiente. "Com essa demanda, a necessidade de oferecer produtos rastreados e certificados é cada vez maior", diz. "Os consumidores querem saber onde o alimento foi produzido, se não houve exploração da mão-de-obra e se não se prejudicou o meio ambiente. Pode até ser um modismo, mas é uma tendência que vai continuar.

Alimentos enriquecidos com proteínas, cálcio e que ajudem os idosos a viver melhor também formam mais um mercado em ascensão. Segundo a ONU, hoje há, em todo o mundo, 140.000 pessoas com mais de cem anos de idade. Em 2030, serão 1,5 milhão andando por aí. Para eles será necessário oferecer comidas especiais e serviços próprios para a idade, como ginástica para idosos, uma boa idéia que você pode conferir a seguir.

Aviso aos navegantes

Como se vê, não faltam opções para iniciar a sua vida de empresário. Para os marinheiros de primeira viagem, um conselho: escolham áreas com as quais tenham afinidade. Gostar do que se faz é fundamental para o sucesso de um negócio. Outra coisa: estudem. Hoje em dia, em tempos de concorrência global acirrada, é preciso administrar de forma eficiente e estar em constante aprimoramento. Para isso, não faltam cursos de ensino à distância, via internet, cursos do Sebrae e de universidades, inclusive aquelas que dão formação rápida, de dois anos. E, é claro, façam um plano de negócios para avaliar a viabilidade do que pretendem montar.

Em nossa lista de 35 boas idéias há negócios que aparecem pela primeira vez na lista, como as kebaberias, e outros que há anos aparecem na relação. O que isso significa? Na prática, quer dizer que negócios novos exigem mais atenção, pois podem ser um modismo passageiro ou talvez ainda precisam se firmar no mercado. Negócios há anos na lista já foram testados pelo tempo, mas talvez tenham também muito mais concorrentes. Se for montar um negócio, há algo importante que você não pode esquecer: certifique-se de que tem o apoio da família, fundamental para qualquer empreendedor. Ela terá que entender que você precisará se dedicar ao negócio e talvez não tenha muito tempo para os filhos e tudo o mais. Sem dizer que a turma talvez precise segurar os gastos por um tempo. Nós, aqui, ficaremos na torcida para que você prospere, tal qual o Brasil, com a sua escolha. Bons investimentos!

Alimentos e Bebidas - Food service está em alta

O setor de alimentação vai bem, obrigado. E promete continuar crescendo feito massa com fermento. Há vários motivos que impulsionam o setor, entre eles a correria da vida moderna que leva cada vez mais gente a se alimentar em restaurantes ou comprar comida pronta - dois nichos que crescem de maneira invejável. O brasileiro gastou no ano pas sado cerca de R$ 79 bilhões com alimentação fora de casa, um crescimento de 15% em relação a 2006, de acordo com o índice de pesquisa de consumo da agência Florenzano Marketing. A pesquisa foi feita com bares, restaurantes, lanchonetes e pizzarias de todo o Brasil. Um dos motivos do crescimento desse mercado é o aumento do número de mulheres que trabalham fora. Há 20 anos elas representavam apenas 23% da população economicamente ativa. Hoje são 46%.

Por conta de mudanças como essa, atualmente 25% dos gastos com comida vão para a alimentação fora de casa ­em 1998 esse índice era de 19,7%, segundo Enzo Donna, diretor da ECD Consultoria em Food Service. "Estima-se que dentro de dez anos esse índice atinja os 40%. Nos Estados Unidos, ele já chega a 52%", diz. As estatísticas mostram que a refeição que o brasileiro mais faz em restaurantes, lanchonetes e afins é o almoço e, surpreendentemente, o lanche da tarde. Portanto, leve isso em conta se for abrir um negócio no ramo. "Cerca de 83% das refeições são almoço, 13% são café da manhã; 15% lanche da tarde e 14% jantar", afirma Donna. "Quanto mais opções de refeições para diferentes horários, maiores as chances de sucesso de um estabelecimento."

Para criar um negócio competitivo, porém, é preciso oferecer algum diferencial, de acordo com o diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Joaquim de Almeida. Uma alternativa é apostar nas comidas orientais, como as temakerias, especializadas nos enrola­dos de algas criados pelos japoneses. "O consumo desse tipo de iguaria cresce em regiões onde as pessoas buscam comida saudável e de preparo rápido", afirma Almeida. Na esteira da especialização, há espaço também para bares segmentados, a exemplo das cachaçarias. "Nos últimos anos a cachaça foi descoberta pelos consumidores de paladar mais exigente", diz Carlos Lima, diretor do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). "Hoje a cachaça se equipara a outros destilados mais refinados"...

E por falar em bebidas, o consumo de vinhos também cresce a passos largos no Brasil, uma boa oportunidade pa­ra quem já tem um comércio e quer incrementá-lo ou para quem pretende montar uma loja especializada. Estima-se que em 2007 o país tenha consumido cerca de 140 milhões de litros de vinho, o dobro de 2006. A tendência é que esses números continuem crescendo.

Atividades dentre as 35 idéias

1. Produção de chocolates (1ª vez na lista)
2. Cachaçaria
3. Kebaberia (1ª vez na lista) - (O kebabe é um canudo feito com massa, semelhante ao pão sírio, recheada de carnes, verdura e outros temperos)
4. Temakeria (1ª vez na lista) - (O temaki é um rolinho de alga com recheio de arroz e peixe ou verduras)
5. Loja de vinhos (1ª vez na lista)

Beleza - Setor cresceu 13% em 2007

Há áreas da economia nas quais o Brasil é primeiríssimo mundo. Uma delas é o mercado de produtos de beleza de higiene pessoal, que passou de um faturamento de R$ 5,5 bilhões para R$ 19,7 bilhões no período de 1997 a 2007, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Foi um cresci­mento de quase 260% em dez anos - só no ano passado a evolução foi de 13% na comparação com 2006. Com isso, o Brasil já é o terceiro maior mercado consumidor de cosméticos, perdendo apenas para os Estados Unidos e o Japão. Há várias explicações para a expansão do setor. Uma delas é o aumento da expectativa de vida da população, o que acaba estimulando a busca por produtos antiidade. Além disso, as indústrias investem cada ve z mais em pesquisas e tecnologia de ponta. Resultado: a variedade de produtos pa­ra diferentes perfis de público no mercado é cada vez maior.

Há espaço para novos negócios de beleza, mas é preciso saber que a concorrência não é brincadeira. Existem no Brasil 1.494 fabricantes formais de produtos de beleza, segundo registros da Abihpec. Desse total, 15 empresas são responsáveis por 72,8% de toda a produção e faturam juntas mais de R$ 100 milhões por ano. As demais são pequenas. Se você pretende comercializar cosméticos, lembre-se de que precisará driblar também a concorrência dos supermercados e drogarias. Para quem pretende fabricar cosméticos sem investir muito, a alternativa é terceirizar a produção. Neste caso o pólo de beleza de Diadema, em São Paulo, é um bom ponto de partida, pois ali há fabricantes de todo tipo, que desenvolvem fórmulas exclusivas, embalagens e rótulos. Se puder, aposte em itens com maior valor agregado e ingredientes que não são encontrados nos produtos mais populares - um conselho do consultor Francisco Cara­vante Júnior, diretor da Consult Cosmética Farmacêutica.

"Porém, quanto maior for o grau de risco que o produto oferece à saúde, a exemplo dos que prometem reduzir rugas, mais rigor a empresa enfrentará na hora de registrá-lo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)", diz o consultor. "O fato é que todo cosmético deve ter registro e trazer no rótulo as informações que determina a lei."

Atividades dentre as 35 idéias

6. Loja de cosméticos
7. Produção de cosméticos terceirizada (1ª vez na lista)

Construção Civil - Na era da sustentabilidade

A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em mais de 40 itens usados na construção civil nos últimos anos somada ao aumento do crédito na área habitacional - os prazos de financiamento chegam a 30 anos - contribuíram para aquecer o mercado de construção civil. "O setor estava estagnado havia 20 anos, mas despertou", diz Melvyn Fox, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Material de Construção (Abramat). "O mercado encerrou 2007 com faturamento de R$ 77,5 bilhões, 12% superior aos R$ 69,2 bilhões de 2006."

Um dos problemas enfrentados pelos mercados que expandem rapidamente é a falta de mão-de-obra qualificada. A situação é ainda mais delicada no caso da construção, de acordo com Fox. "O setor emprega mais de 5 milhões de trabalhadores. Cerca de 2% deles são analfabetos e 50% não concluíram o primeiro grau."

Mesmo que muitas construtoras criem escolas dentro das obras, como tem acontecido, não é da noite para o dia que se vai corrigir essa deficiência. O lado bom do problema é que sobram oportunidades para as pequenas empresas prestadoras de serviço em diferentes setores, como produção de blocos de concreto e colocação de esquadrias de alumínio. Uma nova fase da construção civil começa a despontar. O setor está aderindo ao conceito de sustentabilidade e criando demanda por fornecedores de serviços ligados ao assunto.


Atividades dentre as 35 idéias

8. Consultoria para sustentabilidade (1ª vez na lista)
9. Blocos estruturais (1ª vez na lista)
10. Instalação de esquadrias de alumínio (1ª vez na lista)

Esportes - Performance de campeão

Os números enchem os olhos e sinalizam pista livre para quem quer transformar a prática de esportes em negócios. Estima-se que o mercado mundial ele artigos esportivos movimente cerca de US$ 240 bilhões por ano, dos quais US$ 6 bilhões apenas com produtos voltados para o futebol, segundo levantamento feito por grandes fabricantes internacionais. No Brasil, as cifras já superam os R$ 24 bilhões, segundo o professor Licinio Motta, co­ordenador do Núcleo de estudos elos Negócios do Esporte, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

E o dinheiro não vem apenas dos resultados emplaca­dos com o esporte mais popular do Brasil. Correr, pedalar, nadar e caminhar também fazem a cabeça de muita gente e abrem possibilidades para quem quer investir não só na venda de produtos, como na oferta de serviços diferenciados, E, graças às enormes áreas verdes do país, não há como esquecer, dizem os especialistas, do universo dos es­portes radicais.

Embora seja difícil dimensionar com exatidão o tamanho desse mercado, sabe-se que os negócios nessa área dividem-se em dois grandes grupos: o primeiro engloba os cursos, a fabricação e a venda de equipamentos; e o segundo, as agências de viagem e as empresas especializadas, que oferecem entretenimento de forma organizada para os esportistas radicais. Nas duas frentes, porém, é preciso tomar alguns cuidados antes de investir em um novo negócio. É importante conhecer a infra-estrutura do local escolhido para a prática esportiva, usar equipamentos adequados e de qualidade, além de treinar a equipe técnica.

"Como em qualquer outro ramo, é essencial ter afinidade com o negócio, conhecimento dos produtos e serviços, além de diversificar o leque de marcas" afirma Fabio Seo, especialista em planejamento de negócios. "É fundamental, ainda, ser um praticante do esporte, o que ajuda a se aproximar dos clientes e atrair outros". Segundo o consultor, construir um bom relacionamento com fornecedores, sejam eles fabricantes ou importadores, ajuda a garantir boa variedade no estoque e a certeza de lançamentos constantes.

Atividades dentre as 35 idéias

11. Comércio de bicicletas (1ª vez na lista)
12. Artigos para golfe

Eventos - O Brasil está entre os Top 10

O Brasil alcançou a sétima colocação entre as nações que sediam feiras e congressos internacionais, tendo subi­do quatro posições em relação a 2005. Isso significa que o país está na lista dos Top 10 do International Congress and Convention Association (ICCA) e que os eventos corporativos estão entre os setores que mais crescem no país. Em 2002, o Brasil detinha 15% de participação no mercado internacional e realizava 59 encontros internacionais por ano. Hoje, há mais de 200 eventos anuais e o pais mais que dobrou sua participação no mercado internacional, do qual detém 3,5%, de acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas Organizadoras de Eventos (Abeoc). A Austrália, por exemplo, um pais que tem registrado um crescimento considerado vertiginoso no setor, deu um salto de apenas 0,3% de 2002 para 2007, passando de 3% para 3,3% de participação.

Todo esse cenário positivo representa uma gama imensa de oportunidades de negócios para empresas de diferentes portes. Além das atividades mais conhecidas, como a promoção de feiras e congressos (e todos os serviços que eles demandam, que vão da montagem de es tandes a serviços de transporte e tradução simultânea), há também espaço para nichos ainda pouco explorados, como a criação de eventos sustentáveis, a produção de brindes ecologicamente corretos e a organização de bufês com alimentos e bebidas orgânicos. É uma tendência que cresce amparada na onda verde e na conscientização em torno das questões ambientais, segundo Paulo ltacarambi, diretor do Instituto Ethos. "Para ser competitiva, não basta mais a empresa oferecer bons preços e qualidade", de diz. "Ela precisa ser sustentável."

Atividades dentre as 35 idéias

13. Organização de eventos corporativos
14. Brindes e eventos sustentáveis (1ª vez na lista)

Inclusão Social - Mercado de R$ 1 bilhão anual

Existem no Brasil mais ele 24 milhões de portadores de deficiência e eles representam 13% da população, segundo dados do IEGE. É um público que, felizmente, está cada vez mais integrado à sociedade, Seja pela conscientização ou pelo simples cumprimento da Lei de Cotas, muitas empresas estão contratando deficientes, o que significa que prédios e estabelecimentos comerciais precisam ser adaptados para recebê-los. Com salário e poder de consumo, os deficientes também acabam gerando demanda por produtos e serviços específicos, mais oportunidades para quem quer investir. E a tendência é que esses negócios se multipliquem nos próximos anos.

O mercado brasileiro de acessibilidade movimenta anualmente R$ 1 bilhão, sendo mais de R$ 400 milhões no comércio de automóveis com isenção de impostos e adaptações de veículos, Além dos deficientes físicos. os negócios atendem também idosos com visão prejudicada e dificuldade de locomoção, obesos e também pessoas recém-operadas.

Quem pensa em produzir algo no ramo, pode procurar orientação no Instituto Brasil Acessível (http://www.brasilacessivel.org.br/ ). Além de cursos e orientações, o instituto criou um selo de qualidade e também um catálogo de produtos inclusivos, uma boa forma de divulgação. Se você se animou, não se esqueça de estudar e seguir as regras definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), pois produtos para reabilitação e adaptação de ambientes devem seguir regras de padronização.

Atividades dentre as 35 idéias


15. Adaptação de veículos (1ª vez na lista)

Moda e Confecção - Lingerie ê uma boa opção

As vendas de roupas no varejo brasileiro somaram cerca de R$ 74 bilhões em 2007, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. A produção das empresas nacionais, no entanto, cresceu apenas 3,5%. A diferença ficou com os produtos importados, principalmente da Índia, Hong Kong e China. Mas isso não chega a ser uma notícia ruim. É possível ganhar dinheiro com confecções próprias apostando em nichos, segundo Rafael Cervone, presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis do Estado de São Paulo (Sinditêxtil). "Quanto mais segmentada for a confecção, conforme o estilo de roupa ou o perfil do público, maiores as chances de prosperidade nesse mercado", ele diz.

Alguns segmentos têm espaço inclusive para exportação. É o caso da moda praia. Em 2007, o Brasil exportou US$ 23,3 milhões em maiôs e biquínis para países como os Estados Unidos e o Japão, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). A entidade não dispões de dados atualizados sobre o crescimento do mercado, mas é certo que ele está em expansão.

Outro produto nacional que faz bonito lá fora é a lingerie. Para se ter uma idéia, as 900 confecções existentes no pólo de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, faturam juntas R$ 600 milhões por ano e abastecem não somente o mercado nacional como também a Espanha, Portugal, Canadá, Alemanha, França. Inglaterra e Estados Unidos. Empresários do setor estimam que a produção de lingerie cresça em média 11% ao ano no país - 4% acima do setor de vestuário em geral.


Atividades dentre as 35 idéias

16. Moda íntima (1ª vez na lista)
17. Confecção de moda praia (1ª vez na lista)
18. Loja de roupas infantis (1ª vez na lista)

Pet - Com apetite animal

Não faltam notícias sob bre novidades no mundo dos pro­dutos e serviços voltados para os bichos de estimação, especialmente para os cães. Hotéis, lojas, centros de entretenimento e de fisioterapia e até motel são alguns dos exemplos de negócios criados para os bichinhos. Segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Alimentos para Pequenos Animais (AnfalPet), o mercado encerrou 2007 com vendas em torno de R$ 6,6 bilhões. Desse montante, 78% - cerca de R$ 5,1 bilhões - vieram da venda de alimentos, 8% de medicamentos, 8% de serviços e 6% de acessórios. O setor cresce acima dos 5% ao ano, de acordo com a AnfalPet.

Segundo empresários do setor, ainda há espaço para negócios no ramo. Estima-se que haja no Brasil cerca de 29,7 milhões de cães e 14 milhões de gatos de estimação, mas apenas 40% consomem alimentos industrializados. Isso não significa, porém, que o mercado de pet shops não seja concorrido. É concorrido sim. Por isso, quem pretende entrar no ramo deve procurar agregar serviços à venda de produtos, aconselha o professor Nuno Fouto, do Programa de Administração do Varejo (Provar), da FINUSP. "O consumidor está mais exigente, com menos tempo e quanto mais facilidade encontrar em um ponto-de-venda, melhor", diz. "Ainda mais nas atividades em que os consumidores têm alto poder aquisitivo."

Segundo levantamento feito pela Associação dos Re­vendedores de Produtos, Prestadores de Serviço e Defesa Destinados ao Uso Animal (Assofauna), 63% das famílias brasileiras das classes A e B possuem animais de estimação e os consideram membros da família. O gasto médio per capita/ano entre os donos de animais é de R$ 390. Leve tudo isso em conta na hora de escolher um ponto comercial ou montar seu serviço no ramo pet.

Atividades dentre as 35 idéias

19. Pet shop

Petróleo e Gás - Há vagas para fornecedores

Uma boa notícia para os donos de pequenas empresas que quiserem se tornar fornecedoras da Petrobrás: a companhia está de portas abertas para parceiros de pequeno porte nos mais diferentes setores. Confecção de uniformes, alimentação, serviços de engenharia e produção de bombas de sucção são apenas alguns deles, segundo José Luiz Reis, coordenador de articulação com os cadastros regionais da Petrobrás. "Essas empresas poderão fornecer diretamente para a Petrobrás ou para fornecedores da companhia", diz.

Grandes empresas, como a Petrobrás, têm nas pequenas uma saída para aumentar rapidamente sua produção sem ter que investir na contratação de pessoal ou na ampliação de suas plantas, de acordo com o consultor André Bocater, dono da Case Consulting, especializada em recrutamento de mão-de-obra. "Mas as grandes empresas costumam ser rigorosas na seleção dos fornecedores. Por isso, só conseguem entrar nesse universo as pequenas que se enquadram nas condições exigidas."

Para os futuros fornecedores da Petrobrás o caminho tal­vez não seja tão difícil. A companhia assinou um convênio com o Sebrae que prevê oferecer treinamento para empreendedores instalados em 12 estados onde há exploração ou refino de petróleo e gás (AM, AL, BA, CE, ES, MG, RJ, RN, SE, PR, RS e SP). Até o fim de 2008, o projeto deve se es­tender também a Santa Catarina e Pernambuco. A previsão é capacitar nos próximos três anos 11.000 empresas, que deverão se enquadrar em requisitos como qualidade, meio ambiente e saúde. Quem se interessar, pode se informar site www.petrobras.com.br , clicando em Canal Fornecedor.

Atividades dentre as 35 idéias

20. Usinagem (1ª vez na lista)

Saúde - Mercado cheio de fôlego

A população do Brasil está envelhecendo, como em todo o mundo. A média de vida dos brasileiros está na casa dos 72 anos, segundo o IBGE. E essa é uma notícia boa para quem pretende montar negócios voltados para essa população. A faixa etária de pessoas com mais c!e 60 anos ­conhecida por terceira idade - forma hoje um contingente de 15 milhões de pessoas, representando 8,6% da população. A expectativa é que nos próximos 20 anos essa população chegue a 30 milhões (13% dos brasileiros).

Os idosos representam um universo cheio de oportunidades. Mais de 80% deles têm renda própria e, juntos, gastam cerca de R$ 150 bilhões por ano com diferentes tipos de necessidades, conforme pesquisa realizada pelo instituto G­FK lndicator. Há espaço, por exemplo, para quem oferece ginástica para idosos, passeios e serviços em geral. Também em alta estão os serviços de saúde relacionados ao trabalho, como os de prevenção de lesões por esforços repetitivos. Daí o crescimento do mercado de ginástica laboral, outra oportunidade de negócio. Segundo o professor Marcos Hashimoto, do Ibmec, a crescente procura pelas ginásticas laboral e para idosos mostra que as atividades ligadas à saúde e ao bem-estar tendem a ter demanda cada vez maior.

"Mas, para se dar bem, o empresário precisa investir constantemente em conhecimento de novas técnicas dentro do segmento escolhido", afirma.

Atividades dentre as 35 idéias

21. Ginástica laboral (1ª vez na lista)
22. Ginástica para idosos (1ª vez na lista)
23. Clínica de massagem terapêutica
24. Farmácia de manipulação

Segurança - Crescimento de 15% ao ano

O medo enfrentado pela população em relação à violência, somado à evolução da tecnologia, tem contribuído para o crescimento do mercado de segurança. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), o setor tem crescido em média 12% ao ano desde 1999 e movimentou cerca de R$ 2,3 bilhões em 2007, uma alta de 15% na comparação com 2006.

A expectativa é que continue crescendo em 2008. Outro motivo para o crescimento do setor é o fato de os equipamentos terem se tornado mais baratos nos últimos anos, graças à queda do dólar e à estabilidade econômica, segundo Oswaldo Oggiam, diretor da Abese. "É possível, por exemplo, equipar uma casa de 120 m2 com alarme e câmeras por R$ 6.000". Antes de abrir um negócio nesse ramo, é preciso verificar as legislações específicas, recomendação feita pela consultora jurídica do Sebrae-SP, Sandra Fiorentini. "Uma empresa da área de segurança patrim onial precisa ter registro na Polícia Federal e se enquadrar na Lei 7.102/83, que regulamenta o segmento, além de obter autorização da Secretaria de Segurança Pública", diz.

Atividades dentre as 35 idéias

25. Instalações de sistemas eletrônicos
26. Distribuição de sistemas eletrônicos (1ª vez na lista)

Tecnologia - Mais acessos à rede

A internet se popularizou com incrível velocidade no Brasil. Segundo um estudo do Interactive Advertising Bureau (IAB), até o fim de 2007 o país tinha cerca de 37 milhões de pessoas com acesso à rede. Esse número inclui os acessos em residências, cybercafés, empresas e escolas. Estamos entre os países com maior número de acessos por banda larga, com 6 milhões de usuários. A evolução da internet contribui para o aumento nas vendas de computadores. Em 2007 foram comercializados no país aproximadamente 8 milhões de computadores de mesa e mais 2 milhões de notebooks, conforme dados da IT Data, empresa de pesquisa e consultoria para informática e telecomunicações.

Com o aumento nas vendas de computadores e mais acesso à internet, um número maior de pessoas passa a fazer compras e estudar pela internet. Assim, outros dois setores que crescem nessa esteira são os de comércio eletrônico e de ensino à distância. Somente no primeiro semestre deste ano as empresas que vendem pela internet receberam 8,7 milhões de pedidos (2,7 milhões a mais do que em 2006) e faturaram R$ 2,6 bilhões somente por meio desse canal de compras. Quanto ao chamado e-learning, estima-se que mais de 3 milhões de pessoas já fizeram algum curso pela internet e que esse número cresce 40% ao ano. Haja território a ser desbravado!

Atividades dentre as 35 idéias

27. Manutenção de computadores (1ª vez na lista)
28. Comércio eletrônico
29. Ensino à distância
30. Aplicativos para celular
31. Reciclagem de cartuchos

Turismo - Tempo bom para negócios

O volume de turistas que circula pelo mundo deve aumentar a uma taxa de 4,1% ao ano até 2020, quando estima-se que 1,5 bilhão de pessoas gastarão anualmente nada menos do que US$ 2 trilhões em viagens.

O Brasil não está fora dessa rota, muito pelo contrário: os números da indústria do turismo no país chamam a atenção. Em 2007, o setor movimentou R$ 159 bilhões, 29% a mais que em 2006, segundo o IEGE. Somente o turismo de negócios ficou com uma fatia de R$ 33,6 bilhões, cerca de 22% do total, e cresceu 7% em relação a 2006, de acordo com o estudo Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas, realizado pela Universidade de São Paulo.

E o saldo positivo não está apenas nesse universo. As estatísticas revelam que outras modalidades de turismo, como o religioso, o rural, o ecológico e o de aventura crescem acima da média de mercado. O setor ainda gera demanda para uma série de negócios paralelos, como serviços de tradução simultânea, receptivo, trans­porte e alimentação. E se hoje o cenár io se mostra atraente, nos próximos anos se revelará ainda mais, segundo o professor Marcos Hashimoto, do Ibmec.

"Um dos grandes momentos para o turismo nacional certamente será a Copa de 2014, quando receberemos uma quantidade de visitantes nunca antes vista no país", afirma o consultor. "Até lá, há tempo para que as empresas criem negócios como agências de turismo receptivo e outros serviços que facilitem a vida do turista de uma forma geral". O consultor alerta, entretanto, que os empresários devem saber que a concorrência também se acirrará cada vez mais, já que todos estão de olho nas melhores oportunidades de um setor que promete crescer bastante. Por isso, quem conseguir oferecer os serviços mais competitivos se sairá melhor e deverá permanecer no mercado.

Atividades dentre as 35 idéias

32. Tradução simultânea (1ª vez na lista)
33. Viagens corporativas

Veículos - Sobre duas ou quatro rodas

O Brasil que cresce bem acima do Produto Interno Bruto (PIB) é representado por vários setores da economia. Um deles é o de comércio de carros zero quilômetro. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) revelam que 3,5% milhões de veículos foram vendidos no mercado interno de janeiro a outubro de 2007. A alta sobre igual período de 2006 foi de 30,21%. Com a alta elo comércio de carros novos sobram oportunidades até mesmo para alguns pequenos negócios, segundo o consultor José Roberto Ferro, presidente do Lean Institut, especializado no mercado automotivo. "Muita gente sai da concessionária direto para lojas que instalam som, ar-condicionado e película solar, por exemplo", afirma.

Não é só o mercado de quatro rodas que segue a todo vapor. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o país produziu mais de 1,6 milhão de motos em 2007, um crescimento de 22,6% sobre 2006. A categoria das motos entre 101 e 150 cilindradas responde por 80% dos modelos vendidos no país. Os motivos principais são: uso das motos econômicas pelas empresas de entregas rápidas e também como meio de transporte alternativo nas grandes cidades. São explicações mais do que suficientes para estimular a criação de oficinas de conserto de motos ou de lojas de peças.

Atividades dentre as 35 idéias

34. Oficina de motos
35. Som automotivo (1ª vez na lista)

*Os textos aqui apresentados são extraídos das fontes citadas em cada matéria, cabendo as fontes apresentadas o crédito pelas mesmas.

Fonte: Notícias PEGN


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